sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

ESPÍRITOS MALIGNOS



Aconteceu há algum tempo atrás em uma cidade do interior de Minas Gerais. 
Helena cansada de orar e pedir resolveu procurar um centro e umbanda onde acreditava encontrar uma cura para seu útero e finalmente poder ter um filho. 
Começou a freqüentar. No início foi tudo bem, ia à todas sessões e se relacionava muito bem com as pessoas de lá. 
Em um dia após algumas rezas espirituais, Helena conversa com uma mãe de santo e na conversa revela que o maior desejo de sua vida é ter um bebê, e que através da umbanda prentede realizá-lo. Valmira, a mãe de santo, chama Helena em uma salinha e fala para ela sobre um pequeno lugar que fazia com que os "milagres" se realizassem. 
Helena se anima e vai ao lugar milagroso sem que seu marido saiba. 
Ela pega o endereço que Valmira passou e chega em um beco aparentemente abandonado, sai do seu carro e bate em uma pequena porta, logo um homem de meia idade a atende e convida para entrar, Helena diz que veio mandada por Valmira. O homem diz que já esperava por ela e pede para que se acomode no fundo da sala em que todos estavam reunidos. 
Helena se assusta com o que vê nas paredes, muitas fotos de demônios e outros seres deformados, na sala umas seis pessoas permaneciam quietas e imóveis. 
O culto começa, todos se levantam e reverenciam um homem vestido todo de preto e com um rosto medonho. Helena sente-se incomodada com todo aquele cenário e começa a se aproximar da porta para sair dali. Quando estava para abrir a porta o "mestre" como era chamado, a chama para ficar sentada e quieta durante o culto. Helena com medo obedece. 
Em determinado ponto do ritual, entra uma moça bem magra e pálida com a foto do demônio em suas mãos, nessa hora Helena fica apavorada e tenta ir embora, mas o "mestre" a segura com força e faz ela ajoelhar diante da foto como os outros seguidores. 








A foto passa de pessoa em pessoa, e cada um deve fazer um pedido em voz alta para a imagem. Cada um pede aquilo que lhe é conveniente. Quando chega a vez de Helena, ela pede para ficar grávida. Após os pedidos todos voltam a se sentar. 
O final do culto se aproxima e o "mestre" vem com uma faca fazendo pequenos cortes nos pulsos das pessoas. Helena começa a chorar mas estava presa naquele lugar. Dois homens a seguram e o corte em seu pulso é feito. 
O "mestre" fala: "- Por mais um dia vocês selaram a dívida com o Superior". E se retira da sala. Todos vão embora em silêncio. 
Helena entra em seu carro e vai o mais rápido possível para sua casa, mas o pior de tudo foi que ela se calou sobre essa experiência. 


Quatro meses se passam... 
Helena já havia se recuperado do susto daquele dia, e também havia deixado de ir ao centro de umbanda. 
Vivia feliz ao lado de seu marido. 
Em uma tarde de sábado quando estava fazendo compras, se sente enjoada e desmaia. Seu marido estava junto e a levou rapidamente para o hospital onde fez muitos exames e permaneceu em repouso até o início da noite. 
O médico vem com os resultados e dá a notícia que Helena estava grávida. Ela e seu marido não se agüentavam de tanta felicidade. 


Na semana seguinte, sozinha em casa Helena estava pensativa pois o pedido feito no culto havia se realizado. Ela pensa mais um pouco e decide voltar naquele lugar para agradecer o milagre. 
Seu marido trabalhava à noite e isto facilitava com que ela não fosse descoberta. 
Entra novamente na sala de orações e um dos homens disse que a presença dela já era esperada, pois quem um dia faz seus pedidos acaba retornando para agradecê-los. 
Assim aconteceu por meses, dia após dia Helena retornava e fazia o pacto de sangue com as outras pessoas. 


No culto, em um dia que Helena não havia ido, houve uma reunião em que todos estavam em acordo com uma decisão: "O ritual do sacrifício seria realizado". 


O bebê de Helena já estava no sexto mês de gestação e ela continuava freqüentando os rituais diariamente e parecia estar super feliz com tudo o que já havia conseguido. 


Numa sexta feira de noite estrelada em um dia 11, Helena mais uma vez conclui sua rotina. 
Para seu marido ela falava que ia em um grupo de oração rezar por seu filho. 
Ela entra na sala de rituais mas desta vez algo estranho estava acontecendo: todos a olhavam diferente. O ritual começa e bem na hora em que a foto do demônio aparece para ser cultuada e adorada, seu celular toca e ela recebe a notícia que seu marido acabara de ser assassinado quando ia para seu trabalho. Helena grita muito e tenta abrir a porta que estava trancada. 
Dois homens vão em sua direção e ela pede ajuda para sair, mas eles a pegam pelo braço a levam para uma outra sala onde ela nunca havia entrado. Eles tiram toda a roupa dela e a deitam amarrada em uma mesa de pedra muito fria. 
Helena tenta gritar mas está amordaçada, chora muito e pede por clemência. 
De nada adianta, em uma língua estranha o "mestre" começa a rezar de frente para um crânio com velas do seu lado. 
Helena nua, fica apavorada quando vê que o mestre olha para seus orgão genitais, pensa que será estuprada. 
O mestre pede para que seus ajudantes segurem com muita força suas pernas abertas e pede para tomarem cuidado com a barriga que possuia o bebê. 
O homem enfia a mão nos órgãos de Helena, onde muito sangue escorre pela mesa, aprofunda-se até o útero onde que com muita força agarra o bebê e começa a puxá-lo para fora, Helena desmaia de tanta dor mas os homens não param e puxam seu filho para fora todo ensangüentado e ainda com um resto de vida. 
Para matar a criança eles a jogam contra a parede por duas vezes. Com o feto em mãos eles voltam a rezar e colocam o corpo em frente ao crânio e dizem que o Sacrifício está completo. 


Helena permanece amarrada, desmaiada e cheia de sangue por toda a noite. 


Perto da hora do almoço do dia seguinte ela acorda já solta e limpa. Ela pede por socorro ao ver que seu filho havia sido retirado, mas ninguém aparece. Helena corre para fora pega seu carro que ainda estava no mesmo lugar e foge para casa. 


No caminho lembra-se do telefonema que recebeu sobre a morte de seu marido. Ela não agüenta a pressão arruma suas malas e decide fugir para bem longe de sua cidade. 


Passam-se alguns anos, Helena aparentemente havia se recuperado, pois foi acusada e condenada pela morte de seu marido. Ficou um ano presa por assassinato duplo de seu marido e filho o qual também foi acusada. Tentou se explicar dizendo que perdeu o bebê em um ritual mas nenhuma prova foi encontrada no local, todos haviam desaparecidos. 


Helena, casou-se novamente. E hoje ainda com alguma maldição em seu corpo chora a perda de seu terceiro filho... 

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